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Nesse dia, em São Mateus, na Favela Divineia, chovia muito e ouve a queda de um muro. O acidente atingiu seis casas, prejudicando as famílias. O muro foi construído há dois anos como parte das obras de urbanização da comunidade.
De acordo como moradores que tiveram suas casas atingidas pelo desabamento, a obra foi malfeita. O muro sequer tinha colunas e, por isso, caiu.
No dia do acidente, uma das moradoras me ligou para acionar a Defesa Civil, que chegou três horas após o incidente. Uma multidão olhava do lado de fora o muro caído em cima das casas.
Então a Defesa Civil chama as seis famílias, conversa com elas, faz uma vistoria e decide interditar todos os imóveis. A recomendação é que procurem amigos e familiares para passar a noite. A Defesa Civil informou que avisaria a Secretaria de Habitação sobre o acidente.
Eu liguei para a assistente social Marlete, que ficou de ir no dia seguinte ao local, pois já era noite, verificar o que ocorreu e reparar o prejuízo.
No dia 08, Marlete e a Prefeitura chegaram para vistoriar as casas e se reunir com as famílias. A recomendação da administração pública foi para que não voltassem para suas casas e alugassem imóveis por um mês, período necessário para reparar os estragos.
Bom, os moradores recusaram, alegando que não achariam casa tão facilmente nem o aluguel por apenas um mês. Eles decidiram permanecer nas casas após a limpeza feita pela Prefeitura, que aceitou o acordo e indenizou cada família com R$ 300 e pagou os danos dos objetos danificados com a queda do muro.
Nós, do MDF e do Enlaçando, alertamos as famílias para os riscos de permanecer nos imóveis, pois poderiam ocorrer novos deslizamentos. Eles não cederam e nós os avisamos que estavam assumindo os riscos. Nos colocamos à disposição para ajudar no que fosse possível, deixamos os telefones do MDF, da equipe do Enlaçando, da Defesa Civil, da Secretaria de Habitação. Também acompanhamos a negociação e o atendimento às famílias que se encontram traumatizadas.