Remoção de 16 famílias da Favela Vila Flávia

A Vera, do Enlaçando, acompanhou, em fevereiro deste ano, a remoção de 16 famílias que moravam praticamente dentro de córrego na Favela Vila Flávia. Após negociação com a Prefeitura de São Paulo, elas foram incluídas no programa Aluguel Social. Cada família receberá R$ 300 mensais, por quatro meses, para sair da área de risco, que é morar às margens do córrego. Após esse período, as famílias devem entrar na segunda fase do projeto, aí começa uma nova discussão sobre a continuidade de distribuição dos recursos. O objetivo é que as famílias se instalem em locais seguros.

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3ª Jornada da Moradia Digna

Nos dias 26 e 27 de fevereiro, nós, do Enlaçando, participamos da 3ª Jornada da Moradia Digna, realizada na PUC Ipiranga. O objetivo do encontro é proporcionar um ambiente de debate e reflexão com a participação direta da sociedade civil e das comunidades que são atingidas pelas intervenções urbanísticas provocadas pelas obras do poder público.
A principal discussão foi sobre as consequências dos megaprojetos do público para a cidade. Discute-se agora muito a revitalização do Centro de São Paulo. E nós questionamos se não há vida para os mais necessitados, que estão, cada vez mais, sendo despejados da área central da cidade, sendo jogados para os confins da periferia. Um bom exemplo desse processo é a demolição do Edifício São Vito. Quantas vidas não foram afetadas, quantas famílias foram retiradas daquele lugar e hoje moram literalmente nas ruas.
Nós não queremos mais rodovias, mais megaprojetos, parques lineares se não existir um projeto de moradia de qualidade para estas pessoas, que estão sendo prejudicas e tendo seus direitos a moradia digna desrespeitados.
A remoção de famílias destas áreas anula os direitos de viver no lugar que conquistou com muita luta e construiu laços familiares, de amizade e de trabalho.
Outro exemplo de desrespeito é o projeto Água Espraiada Operação Urbana. Ele atingiu 27 comunidades e os moradores estão apavorados. Os que moram no Jabaquara dizem que não querem sair de suas casas. Eles já têm uma vida inteira construída nesse local, sem falar da política de indenização que a Prefeitura tem para oferecer-lhes que é absurda. A moradia virou mercadoria, território virou patrimônio, patrimônio para levantar dinheiro e empréstimo.
Não somos contra uma olímpiada, somos contra os megadespejos sem controle social. Nesses lugares de megaeventos existem pessoas morando que terão de ser retiradas. Os que ficam não conseguem sustentar seu salãozinho de cabeleireiro, seu barzinho porque a freguesia é outra.
Ele acaba passando para a frente, indo cada vez mais para a periferia. E o poder público e os grandes empreiteiros são os responsáveis por colocar os pobres para bem distante. Fazem isso porque eles sujam a paisagem em frente aos megaempreendimentos.

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Chuvas derrubam muro sobre casas no Divineia

Nesse dia, em São Mateus, na Favela Divineia, chovia muito e ouve a queda de um muro. O acidente atingiu seis casas, prejudicando as famílias. O muro foi construído há dois anos como parte das obras de urbanização da comunidade.
De acordo como moradores que tiveram suas casas atingidas pelo desabamento, a obra foi malfeita. O muro sequer tinha colunas e, por isso, caiu.
No dia do acidente, uma das moradoras me ligou para acionar a Defesa Civil, que chegou três horas após o incidente. Uma multidão olhava do lado de fora o muro caído em cima das casas.
Então a Defesa Civil chama as seis famílias, conversa com elas, faz uma vistoria e decide interditar todos os imóveis. A recomendação é que procurem amigos e familiares para passar a noite. A Defesa Civil informou que avisaria a Secretaria de Habitação sobre o acidente.
Eu liguei para a assistente social Marlete, que ficou de ir no dia seguinte ao local, pois já era noite, verificar o que ocorreu e reparar o prejuízo.
No dia 08, Marlete e a Prefeitura chegaram para vistoriar as casas e se reunir com as famílias. A recomendação da administração pública foi para que não voltassem para suas casas e alugassem imóveis por um mês, período necessário para reparar os estragos.
Bom, os moradores recusaram, alegando que não achariam casa tão facilmente nem o aluguel por apenas um mês. Eles decidiram permanecer nas casas após a limpeza feita pela Prefeitura, que aceitou o acordo e indenizou cada família com R$ 300 e pagou os danos dos objetos danificados com a queda do muro.
Nós, do MDF e do Enlaçando, alertamos as famílias para os riscos de permanecer nos imóveis, pois poderiam ocorrer novos deslizamentos. Eles não cederam e nós os avisamos que estavam assumindo os riscos. Nos colocamos à disposição para ajudar no que fosse possível, deixamos os telefones do MDF, da equipe do Enlaçando, da Defesa Civil, da Secretaria de Habitação. Também acompanhamos a negociação e o atendimento às famílias que se encontram traumatizadas.

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Almoço partilhado e distribuição de brinquedos no Natal

Nesse dia, na Comunidade Divineia, aconteceu um almoço partilhado para 25 mães e 32 crianças. Antes, o grupo Enlaçando foi de porta em porta, visitar as famílias e conversar sobre o almoço. Nós queríamos saber se elas concordavam em partilhar o alimento com a comunidade. As respostas foram todas positivas. Cada uma das 25 mães comprometeu-se em levar um prato de sua preferência. Aproveitamos a visita para fazer perguntas sobre a saúde das mulheres e das crianças, que é o trabalho que fazemos uma vez no mês com estas famílias. Além disso, alertamos as mães para os perigos da dengue, de se deixar água parada para a proliferação do mosquito da dengue, pois a cidade de São Paulo está sofrendo com esse problema.
Então, o almoço aconteceu e foi um sucesso. Todos se alimentaram. E sobrou comida. Repartimos e as famílias levaram alimentos para suas casas. As crianças receberam seus presentes de Natal da Comunidade Sagrada Face. Todos ficaram muito felizes. Cada uma das 32 crianças recebeu um saquinho com roupa, calçado e brinquedos. Para as meninas bonecas e carrinhos de bebês e para os meninos, carrinhos e bonecos de super-heróis.
Nós também agradecemos a participação da coordenadora da Pastoral da Criança, Irene, que saiu muito contente do almoço, elogiando o trabalho da equipe do Enlaçando. “Estava tudo ótimo. Foi uma bela confraternização e um excelente trabalho das líderes Zeza, Maria, Terezinha e Maristely.” Nós também contamos com o apoio de Dezinha, Nice e Aparecida.

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Campanha da moradia para centro de São Paulo

O Programa Urbano, por meio de suas entidades parceiras Apoio, CCJ e MDF, organizou ato nesta quinta-feira (8/11), no centro de São Paulo, para reivindicar o direito à moradia. Participaram do protesto, que é uma das ações da Campanha da Moradia, famílias de sem-teto, que ocupam prédios no centro da cidade, moradores das favelas da zona leste de São Paulo e representantes de jovens. A concentração para o ato ocorreu na Avenida Ipiranga, de onde saíram em direção à Câmara Municipal de São Paulo e, em seguida, ao Ministério Público (MP). O objetivo dos manifestantes, que pararam o trânsito na região central, era protocolar carta de reivindicações no MP e entregá-la aos vereadores.
De acordo com a coordenadora do Movimento de Defesa do Favelado (MDF), Sueli de Fátima A. Machado, existem milhares de imóveis desocupados em São Paulo que devem ser destinados aos movimentos sociais. “Não dá para aceitar proprietários de grande imóveis devendo milhares de reais em impostos aos cofres públicos, seus imóveis vazios e a dívida não paga. Devemos pressionar o poder público para romper com essa inércia. Precisamos conquistar a moradia para os sem-teto do centro de SP e para os moradores das favelas”, afirma Sueli.
“Estamos organizados e na luta constante para garantir um direito básico da Constituição, o direito à moradia digna. A nossa campanha está nas ruas e o Programa Urbano tem nos garantido inúmeras conquistas. Hoje deixamos nossas propostas para os vereadores da cidade e para o Ministério Público de São Paulo”, afirma a coordenadora do MDF.
Veja as fotos da manifestação no Flickr (http://www.flickr.com/photos/programaurbano/)

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Mensagem de esperança

Nós, mulheres do Enlaçando Comunidades, estamos sempre presente na vida do povo sofrido das favelas, levando solidariedade e esperança. Em alguns momentos, estamos em lugares diferentes trabalhando diversas atividades, sempre ampliando nossas ações de assistências e comprometimento. Nos reunimos semanalmente para avaliar o trabalho e rever pontos de emergência. Nos reunimos também para nos fortalecermos, pois é desgastante, e gratificante, transmitir às pessoas afeto, carinho, acolhimento, respeito e compaixão. Nesse nosso desafio, o Projeto Pão e Arte não é apenas fonte de geração de renda, mas uma forma de plantar grãos, colher, dar sabor, saciar, alimentar, compartilhar e cuidar da saúde do povo de Deus.

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Alimentação para todos

Produção da multimistura, um complemento para enriquecer o alimento das crianças da pastoral. Ao todo, participaram 12 mulheres da comunidade.

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Festa das Crianças

No dia 16 de outubro aconteceu a festa das Crianças na Comunidade Divineia , com parceria com a Prefeitura da Cidade de São Paulo, Sorridentes, Sou da Paz, Diagonal e MDF. Foi uma festa com um público bastante significativo, com a participação de crianças e adultos. Com muitos atrativos, como piscina de bolinhas, pula-pula, bambolê e futebol. Não faltaram, claro, doces, pipocas, pirulitos e balas. Também realizamos corte de cabelo, escova e chapinha (alisamento do cabelo). As crianças saíram com um visual novo. Uma equipe de dentistas se encarregou de cuidar do sorriso das crianças e passou orientações sobre escovação e aplicação do flúor.

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Ensinando mulheres a produzirem o pão

Produção de pães no Projeto Pão e Arte com 15 mulheres da comunidade para a Festa da Caridade. É uma promoção da região Episcopal Belém Arquidiocese de São Paulo, que visa animar a ampliar o trabalho social da igreja junto aos pobres por meio das entidades sociais, paróquias, colégios católicos, movimentos e pastorais. Como gesto concreto e destinado a uma causa social. Nos últimos anos, a renda total da festa foi destinada à construção de cisternas na região do semiárido brasileiro no Estado de Piauí, no município Raimundo Nonato.

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Projeto Enlaçando. Contadores de histórias

No Brasil, chamamos de Enlaçando. Em Cafod, é Connect2: Brazil

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